domingo, 21 de fevereiro de 2010

DANÇA RELIGIOSA DE CURURUPU

Cururupu, numerosos terreiros conhecidos como de curador, DONA BENEDITA CADETE SEU NELSON E TEUZINHO SÃO ELES QUE COMPLEMENTÃO ESSA CULTURA RELIGIOSA E TAMBEM COMO A FESTA DO DIVINO O TAMBOR DE CRIOULA PARA AGREGAR UM VALOR MAIOR PARA A CIDADE COM ESSE ATRATIVO CULTURAL.

OS LOCAIS DE FOLIA EM CURURUPU

Centro

Praça Dô Carvalho - No coração da cidade - onde as bandas sacodem a galera ao ritmo de axé, frevo, samba e muito agito.
Passarela do Samba - Rua João Vieira, ao lado da praça da Matriz, onde se apresentam, no Domingo Gordo, as brincadeiras populares, blocos tradicionais, blocos Afro, tribos de índios, blocos organizados e escolas de samba.
Corredor da Folia - Rua Nelson Carneiro, onde ficará uma banda de sopro animando foliões com marchinhas e músicas carnavalescas de Cururupu e São Luís, com a sonorização da Máquina do Som).


Areia Branca

Passarela da Avenida Governador Antônio Dino - Fica na entrada da cidade. Para esse bairro, os foliões transportam-se Segunda-Feira Gorda, onde acontece, há mais de 30 anos, o tradicional Carnaval de Areia Branca. O grupo musical Sambalá ficará animando os foliões. A partir das 15 h começa o desfile das brincadeiras populares, blocos e escolas. No bairro tem ainda clubes, como o Chave de Ouro, Turma do Quinto, mais o Espaço Fama e bares.

Circuito do Reggae

Esse circuito é formado pelo bairro Filipinho, onde clubes populares animam a moçada numa mistura alegre e contagiante de reggae e músicas carnavalescas. Na seqüência: Clube Mangueirão e Os Fuzileiros (Filipinho), Associação Nelson Mandela e Cobaça/rua do Pinche (Fátima).

Carnaval da Melhor Idade

Esse circuito fica no bairro Fátima, onde há muitos anos, homens e mulheres da terceira idade fazem a animação na Associação Nelson Mandela. Outra opção é Cobaça.

FONTE: IMIRANTE
POR: GIL MARANHÃO

BUMBA-MEU-BOI DE CURURUPU

Dentre os diversos sotaques de bumba-meu-boi encontrados no Maranhão, um dos menos conhecidos e pesquisados é o de costa-de-mão ou de Cururupu, município do litoral norte do estado. Pouco difundido fora de sua região de origem, merece atenção por suas particularidades, em especial pela beleza da indumentária e das melodias.
As roupas do bumba-boi de Cururupu consistem em camisas de manga comprida e bermudas até o joelho, feitas de veludo colorido e ricamente bordadas com canutilhos, e em chapéus em forma de funil, decorados com contas, canutilhos e longas fitas coloridas (alguns desses chapéus ostentam até 300 fitas). Completando a indumentária, sapatos e meias estendidas até o joelho. Os instrumentos utilizados são maracás de metal, um ou mais tambores-onça e diversos pandeiros feitos de armações de metal e revestidos em um dos lados por peles de animais ou plástico, com tarrachas de metal para afinação. Ocasionalmente, outros instrumentos podem ser incorporados, como um surdo ou zabumba, para auxiliar a marcação, ou um pandeiro comum, de samba, quando não se dispõe do outro. Os pandeiros, que geralmente têm entre 30 e 40 centímetros de diâmetro e entre 8 e 12 centímetros de altura, são pendurados com uma correia em torno do pescoço e batidos com a costa de uma das mãos, enquanto a outra apóia o instrumento. Essa técnica, semelhante à utilizada em certas regiões de Portugal e em alguns países árabes, é uma das marcas registradas desse sotaque, daí porque o boi de Cururupu é também conhecido como boi de costa-de-mão. A estrutura rítmica das toadas baseia-se na batida principal dos pandeiros, que lembra o vira português e pode ser representada por três semínimas e uma pausa em compasso 4/4.
As origens do sotaque de costa-de-mão perdem-se no tempo. Segundo informações prestadas pelo escritor, historiador e pesquisador Manoel Goulart Filho, memória viva da cultura popular cururupuense, já na década de 1880 existiam bois com características bastante semelhantes aos atuais, liderados por brincantes como Ataliba, Amâncio Lobo e Chico Boi. Nessa época começaram a brincar os bois de Areia Branca, fundado por Chico Boi; da Soledade, fundado por Raimundo Abreu e Gorgonha; e do Barro Branco, fundado por Lulu Salgado. Mais tarde, nos primeiros anos do século, Lourenço Melo, tido como um dos maiores cantadores de boi da região, fundou o boi do Barro Vermelho. Entre os grandes brincantes de boi do passado, além dos já mencionados, Seu Manoel registra os nomes de Chiquinho Lisboa, Pedro Lisboa, Raimundo Oliveira, Bento Grande e muitos outros. Mais recentemente, foram fundados o boi da Fortaleza, em 1950; e o boi Rama Santa, em 1961.
De início, o couro do boi era feito de um tecido grosso chamado azulão, sobre o qual se colavam enfeites de papel com cola de tapioca. Mais tarde veio o cetim e, finalmente, o veludo, bordado com paetês e lantejoulas e, depois, canutilhos. Segundo depoimentos de brincantes, até a década de 70 as roupas eram bem simples, em nada lembrando o luxo das atuais. Como diz seu Edmundo, dono do boi da Fortaleza, "boi de antigamente não tinha luxo, a gente comprava a roupa de manhã, de tarde já tava brincando nela. Agora não, demora muito tempo pra bordar." Quanto aos instrumentos, eram semelhantes aos atuais, com a diferença que os pandeiros, antes revestidos com couro de cotia, cobra ou guariba, pregado com tachas, hoje são, em sua maioria, revestidos de plástico.
O número de brincantes oscila entre 15 e 60, entre rajados, vaqueiros e índias ("tapuias guerreiras"). Entre os bois atualmente em atividade, na sede e no interior do município, podemos registrar o Rama Santa, o da Fortaleza, o de Barro Vermelho, o de Taguatinga (de Mário Campelo), o de Soledade, o de Mané Rabo, o de Marcelo, o de Emídio, o de Boa Vista e dois bois em Areia Branca (sob o comando de Reinaldo e Gonçalo, respectivamente). Muitos desses bois têm dificuldade em se manter a longo prazo; é muito comum que um novo boi apareça, seja por promessa, por cisões internas ou pela simples vontade de brincar, e dure apenas alguns anos. Entre os fatores responsáveis por isso, Seu Wilson, dono do boi Rama Santa, menciona a falta de união entre os brincantes, a falta de apoio das autoridades e o preconceito dos jovens, que hoje preferem o reggae ao bumba-boi.
Em Cururupu, à semelhança do que ocorre em quase todo o estado, os bois geralmente começam a ensaiar em maio e brincam até a morte, que pode ocorrer nos meses de agosto, setembro ou outubro e, dependendo da condição dos brincantes, envolve uma grande festa. Antigamente, diz Seu Wilson, o boi era inteiramente destruído nessa ocasião: "a gente esbandalhava ele todo, hoje não, só uma armação tá custando é 100, é 150, tem que conservar pra brincar pelo menos dois ou três anos..."
Os bois geralmente brincam por contrato, para pagamento de promessas ou para animar festas promovidas por comunidades ou por pequenos comerciantes, freqüentemente ao lado de enormes radiolas de reggae. Até algum tempo atrás, era comum os brincantes percorrerem grandes distâncias a pé, para brincar nos povoados do interior do município. Hoje em dia, isso dificilmente acontece, pois o transporte costuma estar incluído no contrato. O preço de um contrato em Cururupu pode oscilar entre 50 e 100 reais durante os festejos juninos, sendo seu preço reduzido à medida que chegam os meses de agosto e setembro. As apresentações, geralmente uma por noite, costumam acontecer nas noites de sábado, começando por volta das 11 horas e estendendo-se até a manhã do dia seguinte. Durante as apresentações, é muito comum a realização da matança, auto cômico com duração de pouco mais de uma hora.
Embora tenham existido e continuem a existir, na região, bois de outros sotaques - especialmente de zabumba e de orquestra - o boi de costa-de-mão é e sempre foi o mais difundido, estendendo-se até municípios vizinhos, como Bacuri e Serrano. Fora dessa área, contudo, só começou a ganhar projeção a partir do final da década de 60, quando o boi Rama Santa apresentou pela primeira vez o sotaque de Cururupu nos festejos juninos de São Luís. Em 1975, João Santos Pimenta, mais conhecido como João de Barro, fundou e mantém até hoje um boi desse sotaque no bairro de Vila Conceição, em São Luís. Já o Boi da Fortaleza foi o pioneiro em registro fonográfico, tendo participado de duas faixas do CD "Brincando no Arraial" volume 2, produzido pela Prefeitura de São Luís em 1996, e tendo gravado recentemente seu primeiro CD, que se encontra em fase de produção. Espera-se que apareçam mais iniciativas no sentido de divulgar para o resto do estado e do país esse boi tão bonito e injustamente pouco conhecido.
Autor: Gustavo Pacheco

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Poesia Cururupu Terra Bonita

Cururupu, cheio de encantos.



Todo festivo, todo bonito,


abençoado pelos três santos:


Jorge, João e Benedito.


Há um rio com o nome Teu


e outro rio que é Li conde,


Se, no primeiro, o sol nasceu


no segundo, parece que se esconde.


Tua gente é boa, honesta e franca,


teu povo gosta de trabalhar!


bairro bonito é Areia Branca


nas noites claras de luar.


Alegre é teu carnaval


gostoso é teu São João!


Tens uma riqueza cultural


a maior do Maranhão!


Eu quero um dia, quando crescer


poder ser muito feliz!


Quero que possas ser


a melhor cidade deste país.


Autor: Mateus Gonçalves Borges

CURURUPU

Cururupu é uma cidade pequena e pacata. O nome significa “sapo grande cantando”. No processo de colonização do Maranhão, Cururupu fora local de fazendas para cultivo de arroz, mandioca e cana. Assim, inúmeros engenhos foram instalados, utilizando-se para tal a mão de obra escrava proveniente da costa do Douro e Daomé (África - Guiné). A cidade era formada por grande quantidade de casarios, hoje restando apenas três. Um deles é onde funciona a sede da Prefeitura Municipal.
Para chegar até Cururupu, cidade localizada ao oeste da capital maranhense, o melhor caminho é o que inclui mar e terra. No terminal da Ponta da Madeira tem-se acesso ao ferry boat para atravessar a baía de São Marcos. Cerca de uma hora depois, chega-se a Cujupe. No local, vários serviços de ônibus e van estão à disposição para levar o passageiro. De Cujupe a Cururupu são 196 km.
Floresta dos Guarás, Reentrâncias Maranhenses, Parcel de Manoel Luís são alguns dos atrativos turísticos que têm como portão de entrada a cidade de Cururupu.

Atrativos Naturais
Parque Estadual Marinho do Parcel do Manuel Luís - Criado pelo Decreto Estadual nº 11.902 de 11 de Junho de 1991, no município de Cururupu, com uma área de 45.937,9 hectares. Localiza-se no Litoral Ocidental do Estado, a 45 milhas da costa maranhense, sendo que o local mais próximo, em terra firme, é a Ilha de Maiau. Com relação a São Luís o Parque dista cerca de 100 milhas náuticas, ao norte da Baía de São Marcos, tendo como ponto mais próximo (50 milhas), a Ilha dos Lençóis. Nas formações coralinas observa-se uma variedade de peixes multicolorida, tais como peixe-papagaio, sargentino, peixe-borboleta e outros de maior porte, como: meros, garoupas, e tartarugas marinhas. Em sua história possui pontos marcantes como os reflexos da vida marinha como os restos mortais de navios e galeões naufragados, presumivelmente, devido as fortes correntezas, no decurso dos séculos. Sua finalidade é de preservar a biodiversidade e o patrimônio genético dos recifes de corais e para garantir atividades pesqueiras.
Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses - Criado pelo Decreto Estadual nº 11.901 de 11 de Junho de 1991 e reeditado em 09 de Outubro de 1991, com uma área de 2.680.911,2 hectares. Localizado no litoral ocidental maranhense, de Alcântara até a foz do Gurupi, englobando os municípios de Cedral, Guimarães, Mirinzal, Bequimão, Cândido Mendes, Turiaçú, Luís Domingues, Godofredo Viana, Cururupu, Bacuri e Carutapera. A região costeira é bastante recortada de baías, enseadas e estuários. Terra firme constituída na maioria de terras baixas e planas com pequenas elevações colinares, no município de Carutapera. Possui extensos manguezais com elevada produtividade pesqueira em toda costa ocidental maranhense, há abundância de aves litorâneas, algumas ameaçadas de extinção, como o guará que nitifica e reproduz na Ilha do Cajual, em Alcântara, e entre os mamíferos, encontramos os golfinhos e o peixe-boi.
Musicalidade
A música que se ouve em Cururupu é o reggae. O reggae eletrônico de radiola. Há uma grande quantidade dessas radiolas, com destaque para a “Pantera Negra”, presente nos principais eventos sociais da cidade. Há também alguns pontos de reggae roots, o principal localizado na Rua do Pinche.
De carnaval famoso e conhecido por todo o litoral ocidental maranhense, outro atrativo para os turistas, vários circuitos foram reorganizados. O carnaval foi revitalizado e várias atrações foram organizadas pela prefeitura, como forma de resgatar o carnaval de rua. À frente desta ação está a Secretaria de Ação Social, Turismo e Trabalho. O objetivo, de acordo com José Francisco Pestana, é “resgatar antigas tradições momescas - do alegre, criativo e, muitas das vezes, o simples carnaval de rua à folia contagiante dos clubes populares espalhados pelos bairros; com opções para crianças e pessoas da “melhor idade” também extravasarem sua euforia”.
Outra manifestação importante é o Boi de Cururupu com um sotaque próprio da região chamado de “Sotaque Costa de Mão”.



Jornal Cazumbá